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05 de Agosto de 2016 - 08:54:52

Café da Folha

Centro Médico Veterinário e Mais Pet: opções para tratar bem seu animal

Médico veterinário Júlio Schultz e a administradora de empresas Laize Wernke Meurer falam das novidades que as empresas estão preparando

JULIO e Laize estão à frente do Centro Médico Veterinário e do Mais Pet

O mercado de produtos e serviços para animais de estimação vem ganhando grande destaque e caracteriza-se como um novo e lucrativo segmento da economia. O Brasil representa o segundo maior mercado pet do mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos. Estima-se que existam mais de 30 milhões de animais domésticos no Brasil, dos quais a maioria é composta por cães e gatos, sendo que cerca de 60% dos domicílios brasileiros têm algum animal de estimação. É sobre este segmento que estaremos tratando a partir de agora com o médico veterinário Júlio Schultz e a administradora de empresas Laize Wernke Meurer, proprietários do Centro Médico Veterinário e do Mais Pet, empreendimentos voltados a uma nova concepção de atendimento em Braço do Norte e região. A nossa conversa você confere também neste sábado, a partir das 07 horas, no Estúdio Verde Vale.Estamos vivendo um momento muito especial quanto a atividade Pet, como poderíamos analisar a criação do Mais Pet e Centro Médico Veterinário?

Júlio Schultz – A empresa nasceu em setembro de 2013. Portanto, estamos completando quase três anos. A ideia do Mais Pet trouxe de minha formação universitária: a medicina veterinária. Durante toda a minha graduação, estive com pequenos animais e depois de formado atuei em hospital veterinário como clínico cirurgião. Foi um período importante de aproximadamente 10 anos e, encerrando este tempo, fui para o mercado de trabalho. Iniciei as atividades junto à indústria farmacêutica veterinária para grandes animais, onde atuei por nove anos. Chegado o momento de desacelerar um pouco a minha vida de muitas viagens, veio a oportunidade de realizar o sonho de atuar com pequenos animais e que vai se materializando com o Centro Médico Veterinário e o Mais Pet.  E quando decidiu implementar algo neste sentido, com quem? Onde? Surgiu Braço do Norte e a Laize como sócia. 
Laize Meurer – Logo que o Dr. Júlio fez a proposta, decidi encarar o desafio. Pensei: este maluco aí não vai dar perdida. Me dediquei muito, pois era totalmente diferente do meu envolvimento com a granja de meus pais.  Com muito estudo e busca de informações, me adaptei e tenho a certeza que a formação na área de Administração é importante, mas ouvir e assimilar às necessidades que o cliente procura é fundamental. Já me considero, hoje, mais que uma administrativa. Em certos momentos atuo até como conselheira. 
A saída da Indústria farmacêutica foi somente pela vontade e o sonho da atividade com pequenos animais? 
Júlio Schultz – A logística foi muito importante. Estava me deslocando sempre para São Paulo, pois a função de gerente nacional de vendas me obrigava a estar sempre em viagens. E quando falei da proposta de montar e do empreendimento para a Laize, senti a responsabilidade e o compromisso de mudar de um trabalho em uma multinacional por algo novo e até incerto. 
E o que foi determinado em primeiro plano o Mais Pet ou o Centro Médico Veterinário? 
Júlio Schultz – Na verdade, o Centro Médico Veterinário veio antes, mas, a execução primeira foi do Mais Pet. Acredito que ele foi, inclusive, um showroom para um bom início do empreendimento, o que realmente aconteceu. 
Nesta semana, tivemos um exemplo marcante: um cão atropelado e morto no trânsito no centro de Braço do Norte e o outro cachorro ficou próximo latindo desesperadamente. Tem explicação?
Júlio Schultz – É interessante, pois as reações são sempre muito importantes e dos cachorros foi marcante. Quantas vezes o cachorro nos avisa de situações? Neste caso, fica ainda mais acentuado e emocionante, pois o próprio animal sente que teve perda. A perda até daquele que seria o seu próprio companheiro, seu amigo. 
O Centro Médico Veterinário já está efetuando cirurgias e outros procedimentos? 
Júlio Schultz - Já estamos realizando cirurgias de baixa, média ou alta complexidade. Temos uma equipe com profissionais de diversas áreas. Temos internação, o semintensivo, onde necessita de um suporte com aplicação de oxigênio para uma recuperação mais rápida. Estamos com atendimento não somente para Braço do Norte, mas para toda região. Não estamos com a UTI, mas com um atendimento emergencial que tem equipamentos e suporte parecido com a unidade e que garantem um excelente atendimento emergencial. 
A importância de aumentar a clientela e o atendimento além de importante é necessária. Como buscar esse desenvolvimento com equilíbrio? 
Laize Meurer – Evidente que o Júlio se dedica mais a área técnica e tenho a missão de estar atenta a parte gerencial. Temos em nosso organograma a composição de equipes de trabalho em cada segmento. Temos um cuidado muito especial com o pós-vendas, oportunidade para reforças os pontos positivos e corrigir as nossas falhas. É a oportunidade de atender melhor o cliente, saber realmente de suas necessidades. Temos hoje 16 colaboradores entre a Clínica e o Mais Pet. 
E os problemas mais corriqueiros que aparecem em nossa região? 
Júlio Schultz – Interessante, os problemas são diferentes! Sendo alguns para o consultório e outros para o Centro Médico. Por que falo sobre consultório? Porque no Mais Pet, temos o consultório, onde inclusive tenho atuação e temos uma incidência muito grande em parasitose, vacinações e alguns problemas clínicos, relacionados à dermatologia. Quando falamos de Centro Médico, é bem variado, problemas respiratórios, infecto, cirurgias, dermatologia, oncologia, cardíacas, enfim, todas estas clínicas são direcionadas e a procura de um resultado em cima de um diagnóstico. 
E quanto a procura, primeiro se vai ao Mais Pet ou à Clínica? 
Júlio Schultz – Por uma questão de costume, até por estar funcionando há mais tempo, a procura é maior no Mais Pet, onde tenho consultório. Mas, a procura hoje tem aumentado bastante na Clínica. 
Quanto ao consumo de ração, tem diferença e indicação dependendo o tamanho, raça e idade? 
Júlio Schultz – Estamos notando que tem muitos cães comendo a marca da ração. O importante não é a marca, mas o balanço nutricional que cada marca traz em sua ração. Tem cão comendo ração inicial, porque gosta, mas já tem seis, sete ou até oito anos e deveria estar consumindo ração sênior, que têm propriedades para uma melhor sanidade e ainda está na inicial. A ração e a hidratação são fundamentais para a vida de um cão. 
Comprar a ração somente pelo preço pode ter consequências para os animais? 
Júlio Schultz – As vezes tem uma marca que não é tão tradicional, conhecida e tem um preço mais baixo e tem valores iguais ou superiores a outras rações. É sempre bom se informar bem. 
A Laize é mais de escritório ou também procura se inteirar de outros assuntos e atendimentos? 
Laize Meurer – Tem dias que a atividade administrativa consome muito tempo, mas procuro sempre estar próximo do atendimento e da equipe de vendas. É importante estar atenta a tudo que acontece. Tenho que ser uma espécie de suporte para a equipe e para os nossos clientes. 
Quanto a idade dos cachorros? 
Júlio Schultz- Quando a gente recebe esta informação sobre a idade dos animais, é sempre feita uma comparação com a idade humana. Como referência é valida. Por exemplo, a idade de sete anos no ser humano ser um ano para o animal, não pode ser levada ao pé da letra. Com um ano, o cão já fez toda a sua fase de crescimento e desenvolvimento hormonal, sendo que nesta comparação o ser humano deveria ter entre 15 e 16 anos. Quando se diz que: “meu cão está com sete anos e se aproxima da idade de 70 anos num ser humano”, realmente fica próximo do tempo de vida celular deste animal.  
Como administrar a relação ração com idade do cão? 
Júlio Schultz – Nutricionalmente falando, seria uma ração filhote no primeiro ano, uma ração adulta até os 7 anos e após uma ração sênior e depois de 12 anos a ração sênior mais. Vale ressaltar que os animais maiores têm uma vida menor: um pastor vive normalmente entre 12 e 14 anos. 
A importância do banho da tosa para o animal? 
Júlio Schultz – É mais relacionado à estética do que à saúde. 
Quanto ao funcionamento da hotelaria no Centro Médico Veterinário? 
Laize Meurer – Já estamos com a estrutura pronta, mas, temos algumas formalidades, procedimentos, ouvindo todas as necessidades que o cão precisa ter para este atendimento.  É feita uma entrevista com o proprietário para saber os horários, os costumes, é feito todo um filtro para o melhor atendimento. Cada cão tem um ambiente e um atendimento diferenciado. 
Mais Pet e o Centro Médico Veterinário têm novos planos pela frente? 
Júlio Schultz – Estamos inaugurando uma empresa de consultoria, inclusive para prestar atendimento a outras empresas. Estamos com o trabalho Mais Pet na escola. Algumas ações de parceria com o poder público para um atendimento mais providencial quanto a animais de rua, que têm relação com a saúde pública. 
Laize Meurer – Estamos com uma página quase pronta na internet, para o atendimento aos clientes do Centro Médico Veterinário e a do Mais Pet está sendo preparada para ser também uma loja virtual, e-commerce. São dois desafios pela frente. Os nossos clientes terão um atendimento diferenciado e instantâneo em breve.

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