Área do Assinante Online

  • Quinta-Feira, 23 de Novembro de 2017
  • Braço do Norte - SC
15 de Junho de 2012 - 09:56:31

Geral

Doação de medula pode salvar Beatriz

Menina de três anos, com doença rara, precisa de doador de medula compatível para conseguir vencer a enfermidade

BIA foi diagnosticada com a doença aos oito meses e precisa de medula compatível para sobreviver

Com um simples gesto, é possível mudar a vida de algumas pessoas. E um simples gesto é solicitado pela garotinha Beatriz Demétrio Oliveira, a “Bia”, de três anos. Ela possui Talassemia Major, uma doença rara e que é necessário um transplante de medula para uma solução terapêutica. Com a doação de pouco de sangue, é possível ajudar a salvar esta criança e tantas outras pessoas que esperam na fila do transplante de medula óssea.
A menina tubaronense ficou conhecida na região após ter banners expostos na cidade, graças à mãe, que correu atrás de ajuda para divulgar a importância da doação de medula. De acordo com Daniela Alves Demétrio, mãe de Bia, os primeiros sintomas da Talassemia Major, começaram a aparecer quando a menina tinha quatros meses. “Comecei a notar manchas roxas na pele da Bia, além de febre muito alta. Depois ela teve crises convulsivas e anemia”, conta. Aos oito meses a doença foi diagnosticada. “Foi então que começamos o tratamento com medicamentos. Após um ano, os médicos me comunicaram que a medicação não estava dando efeito e que a minha filha precisaria de um transplante de medula. De lá para cá começamos a luta para encontrar um doador compatível”, conta Daniela.
Na época, todos os parentes doaram amostras de sangue para identificar se havia compatibilidade e possibilidade de transplante, mas, não foi encontrado doador compatível na família e as chances de encontrar um doador compatível fora da família são de um em cem mil. “Eu sei que é difícil, mas não impossível. Não perco a esperança, sei que uma hora esta pessoa vai aparecer”, sublinha a mãe.
A rotina da mãe de Beatriz se resume em cuidar da filha, além de rodar a cidade e região conscientizando as pessoas sobre a importância da doação. “Eu peço patrocínio para as empresas ajudarem na divulgação sobre a doação de medula e de sangue, para que as pessoas entendam o quanto uma vida depende de um simples gesto. Não quero dinheiro, quero apenas divulgar o assunto”, salienta Daniela.
A Talassemia é uma doença agressiva, ataca órgãos vitais como coração, compromete o fígado e inflama o baço. Ainda impede que Bia frequente uma escola e tenha contato direto com outras crianças, devido à baixa imunidade. Mas, a menina adora brincar e é muito alegre. “Quando ela não está com dor, ela fica muito bem. Brinca com as irmãs, dança e agita a casa”, destaca a mãe.
Uma vez por semana Bia tem que ir a Florianópolis fazer o controle da enfermidade. “Ela cresceu neste meio e está acostumada. Conhece toda a equipe médica e adora aprontar com eles. Até o caminho para a capital ela já reconhece”, descreve Daniela.
Mas, para quem pensa que essa rotina é ruim para a menina, engana-se. “A Bia leva tudo na maior brincadeira. Claro que tem os momentos que ela não se sente bem e tem dores. Mas, ela segue essa rotina desde bebê, então é normal para ela estar com frequência em hospitais”, destaca a mãe.
E quando perguntada o que tem vontade de ser quando crescer a menina enfatiza: “quero ser enfermeira”. A mãe conta que ela brinca com as irmãs mais velhas - de 5 e 10 anos - de procurar a veia, de dar injeção e de examinar. “Elas fazem muita bagunça”, observa a mãe.
“É complicado a minha rotina e a dela. Eu não posso me deixar abater porque sei que reflete nela. A Bia é uma criança muito alegre e com muita vontade de viver. Tem dias que ela está bem, tem dias que está mal. Mas, sei que sou a força dela e por isso sempre demonstro confiança. Sei que um dia ela vai olhar todas as fotos dela nos hospitais, com as pessoas que de alguma maneira a ajudaram e vai contar com muito orgulho como superou tudo”, completa Daniela.
 

Doação é simples e rápida

Qualquer pessoa, entre 18 e 55 anos, que não tenha doença infecciosa transmissível pelo sangue, pode se cadastrar no banco de medula óssea. Para fazer o teste basta se deslocar até o Hemosc, localizado na Rua Santos Dumont, Centro, Tubarão, no período da manhã.
O exame é simples e rápido. São retirados menos de 5 ml de sangue para fazer o teste de compatibilidade. Caso dê positivo, o Hemosc entrará em contato e a pessoa será convidada a doar um pouco de medula óssea, que é um líquido que fica dentro dos ossos. O procedimento leva duas horas e é feito sob anestesia. Em pouco tempo a medula estará completamente recuperada.
Caso dê negativo, o seu nome estará registrado no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e pode ajudar outras pessoas.


Comentários

Preencha os campos abaixo corretamente e aperte OK.
  • Um valor é requerido.
  • Um valor é requerido.Formato inválido.
  • Um valor é requerido.Um valor é requerido.O valor excedeu o número de caracteres.
  • CAPTCHA Um valor é requerido.
2 comentário(s).
Viver eee acreditar que podemos fazer mais do que imaginamos,,,,
sou feliz com a felicidade do proximo. Vou torcer por BIA!!!!!! 1000% de saude
Sou doador, e tenho certeza que será o dia mais feliz da minha vida se o Hemosc me ligar avisando que minha medula é compativel para alguém que precisa.
  • Av. Felipe Schmidt, 2244 - Piso 2 - Sala 17
  • Centro - CEP 88750-000
  • Braço do Norte - Santa Catarina
  • CNPJ: 04.711.292/0001-21
  • FOLHA O JORNAL
Folha - O Jornal - Todos os direitos reservados © 2016
Siga-nos no Twitter