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05 de Agosto de 2016 - 08:59:31

Antenor Turazi

Edição 1320 - sexta-feira

Desemprego

Apesar dos sinais emitidos pela equipe econômica do governo de que a economia já começa a dar sinais de recuperação, o desemprego não dá trégua. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE), a taxa de desocupação bateu novo recorde e atingiu 11,3% no trimestre encerrado em junho. Pelos cálculos do IBGE, 11,6 milhões de brasileiros estão sem trabalho. E aqueles que continuam no mercado veem a renda cair. O salário médio, em junho, ficou em R$ 1.972, com queda de 4,2% em relação a junho do ano passado, mostra a Pnad Contínua. Para especialistas, não há perspectiva de recuperação tão cedo para o mercado de trabalho. Antes de começarem a contratar, quando a economia voltar a crescer, as empresas tenderão a usar a capacidade ociosa e a priorizar a mão de obra já empregada. Com o desemprego se acelerando, o consumo das famílias, um dos principais motores da economia, continuará em retração.

 

Aposentadoria

As mudanças mais drásticas na Previdência valerão para quem tiver até 50 anos, tanto na iniciativa privada como no setor público. Acima desta faixa etária haverá um “pedágio” para quem quiser se aposentar, a chamada regra de transição, prevendo um período adicional de trabalho de 40% a 50% do tempo que falta para que se tenha direito ao benefício. As propostas foram apresentadas ao presidente em exercício, Michel Temer, e ainda serão debatidas com dirigentes sindicais e empresários. A idéia é que a idade mínima para que o trabalhador requeira a aposentadoria seja de 65 anos, no caso de homens, e de 62 para mulheres. Tudo está sendo planejado para que as mudanças atinjam funcionários de empresas privadas e também servidores públicos. A reforma é necessária e urgente para evitar a falência do sistema previdenciário. Cálculos do governo indicam que o rombo na Previdência, já neste ano, será de R$ 146 bilhões e poderá chegar a R$ 180 bilhões em 2017.

 

Eleições 2016

Em função de minha participação nas eleições deste ano, quando estarei concorrendo a uma vaga de vereador em Gravatal, não poderia deixar de comentar o que penso sobre nosso sistema eleitoral, utilizando palavras do ministro Gilmar Mendes. Ele fala que resta evidente que a consecução de uma reforma eleitoral exitosa possivelmente requer muito mais do que a mera definição de limites de gastos de campanha ou a proibição de doações feitas por pessoas jurídicas a partidos políticos. Ainda precisamos, e com urgência, pensar em soluções macroestruturais que passem necessariamente por mudanças no sistema eleitoral, no sistema partidário, na legislação eleitoral e, consequentemente, pela reestruturação dos órgãos de fiscalização do processo eleitoral, em especial a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral. Nossa Constituição Federal de 1988 marca a consolidação da democracia brasileira, da estabilidade de nossas instituições, e tem demonstrado força normativa capaz de regular, com folga, inclusive situações extremas. No entanto, é preciso evitar concepções aventureiras, que podem comprometer, definitivamente, o capital institucional acumulado com muito sacrifício.

 

 


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